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Blog da Selma G. Santana

Sabor de vento

Ventos…

Do Sul ou do Norte

Do Leste ou oeste

Ventos são sempre os mesmos,

Abstratos ao toque, concretos em percepções

Mudam em velocidade e em ferocidade…

Conforme a pressa, agitam-se, empurra o que há pela frente

Mas são ventos, apenas ventos

Sempre os mesmos ventos

Que passam por aqui, ali, acolá…

Podem rodopiar na poeira dos jardins

Emaranhar, embaraçar e arrancar as trepadeiras floridas

E subir até os céus, florir o céu com flores, essas, arrancadas dos quintais

São ventos, apenas ventos…

Ventos que sopram notas musicais, canções suaves de brisas, acalmando os sentidos

Causando sensações…

Ventos, são apenas ventos, do Sul, do Norte, do Leste ou oeste

Que se misturam. Agitam partículas, até, as do pensamento!

Ventos que transportam pensamentos…

Arrancam suspiros ao tocar as lembranças de um coração partido

Esses, também são apenas ventos…

Ventos dolorosos, sofridos…

Que carregam presságios.

Mas, são apenas ventos passageiros.

Trazendo roídos das lembranças que se perderam pelas estradas do tempo.

Lembranças arrastadas pelos ventos da melancolia, da agonia,

Esses são os ventos, que com os assobios da ironia, gritam na janela da noite, por onde o sono é levado…

E se vai sonho com o sono que se foi com os ventos que trafegam em lembranças perdidas no labirinto do tempo

Ventos que se foram embora com outros ventos que levaram a esperança como companheira

E se foram para bem longe

Mas, são apenas ventos, ventos do sul, do Norte, do Leste e do Oeste

Que, quando se encontram, rodopiam, misturam

Agitando novamente as emoções

Sopas de emoções: ventos do sul, ventos do norte, ventos do leste com uma pitada de ventos do oeste.

Sirva-se de você!

Selma G. Santana

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