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Blog da Selma G. Santana

A tormenta do ego.

Virou do avesso, não sou mais eu.

Estragou tudo, azedou, forçou, empurrou a porta.

Me deparei comigo mesma, ouvi um canto no canto da parede a sussurrar.

Canto de sereia, longe do mar?

Era a voz traiçoeira do encanto para me atazanar.

Veio de longe e me alcançou com seu laço de pesadelo, onde você luta para se soltar.

E suor escorre nas costas, entre os seios, nas virilhas em todo canto proibido difícil de enxugar.

Acalmei-me, como alguém que toma um touro pelo chifre e o faz sentar!

Pensei, é apenas eu mesma, querendo me atrapalhar!

Respira, a voz certeira aconselhou: faz do teu ventre um balão a flutuar…

Tomei a razão, andei apenas a observar, sem questionar… aquietei meu pensador intruso e

disse: você pode ficar, porém Eu e apenas Eu, tenho o leme nas mãos e nada de pressão!

Segui, fui em frente mesmo com o vento contra, ei de chegar!

A tormenta do mar? essa é fácil de atravessar…

Selma G. Santana

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